14 agosto 2014

Os Opostos se atraem....



Ah, as relações humanas... Com suas idas, vindas, dúvidas, pendências e certezas. certezas cercadas de lógica, deduções, confirmações, sem margens para dúvidas... Mas que, no tempo, nos machucam tanto, nos enfraquecem de tal maneira que não se sustentam. Ruem como areia molhada.
Depois de prejudicarem irremediavelmente uma relação. Mas por que isso acontece? Por que nos enganamos?
Seremos tão descuidados e inflexíveis a ponto de não vermos o outro lado do outro?
de não percebermos o contexto que, às vezes, não só explica uma ação, mas mostra registros positivos onde só se enxergava descrédito?
Ninguém é uma placa com marcas definitivas. Prefiro pensar num ser humano passível de falhas e aprendizado.
Prefiro pensar num caminho de duas mãos quando se trata de relacionamento humano.
A trilha do ir e, eventualmente, se machucar.
E a trilha da volta, com experiência e vontade de acertar.
Tem acontecido que, desses reencontros, floresce um relacionamento mais cuidadoso, mais suave, melhor preparado para se estender pelo tempo.
Metade da humanidade deve ter nascido de encontros rematurados.
Talvez por isso essa metade esteja preparada para exercitar o diálogo na crise.
E naturalmente, também por isso, seja merecedora dos benefícios da paz, da concórdia.

O ninho perfeito para o amor.


Maurício de Souza






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