04 agosto 2014

Primeira Vez ....



A primeira vez de qualquer coisa é a mãe da frustração. Nosso cérebro tonto registra aqueles momentos – bons, espontâneos, divertidos e, claro, novos! – e quer repeti-los à exaustão. Ele só esquece de que a primeira vez é a única vez. Não existem duas chances de viver uma primeira vez. E aí reside um dos segredos de pessoas felizes: elas parecem não ter medo de se entregar de corpo e alma a essa novidade, talvez por saberem que aquele momento não vai se repetir.

Outro desafio parece estar em parar de querer uma segunda vez para uma sensação boa e buscar outra, ainda melhor, para estrear. Se reinventar todos os dias no amor, nas amizades, no sexo, no trabalho. Entender que não existe comparação entre duas paixões porque elas aconteceram em tempos diferentes, e o tempo nunca se repete. Entender que não adianta ir ao mesmo restaurante, fazer o mesmo percurso, reclamar das mesmas coisas buscando reações iguais.


O ineditismo da primeira vez de qualquer coisa faz com que ela seja um mito. A escolha é sempre nossa: podemos viver aquele momento e deixá-lo registrado pra sempre pela emoção que causou ou temer que ele seja registrado pra sempre e esquecer de torná-lo inesquecível.


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